A moda da vez são os aplicativos móveis de livestreaming

De acordo com um dos fundadores do Periscope, Kavyon Beykpour, o mundo está mais preparado pra esse tipo de serviço do que há alguns anos, já que as pessoas já estão muito mais acostumadas com a ideia de mostrar suas vidas para o mundo em redes sociais diariamente.

 

O Twitter já representava o mundo em tempo real, só que em formato de texto e fotos. A live era o que faltava pra completar o serviço do maior Big Brother que existe no mundo. O livestreaming eleva a Cultura do Selfie à um novo patamar. E quem pode dizer que a sociedade não está imensamente inserida nessa cultura?

 

Além disso, a própria tecnologia está mais preparada pra esse tipo de coisa: a onipresença de smartphones, redes sociais e de planos de dados cada vez melhores e mais baratos faz com que uma parcela grande do mundo esteja andando por aí com excelentes câmeras e uma enorme capacidade de transmitir suas vidas com os outros.

Meerkat, Periscope… Entenda por que o mercado está enlouquecido com apps de livestreaming

Isso me lembrou aquela onda das webcams, quando muita gente começou a transmitir a vida 24 horas por dia. Só que naquela época a conexão era ruim, a imagem também e a câmera ficava sempre no mesmo cômodo (e ver a pessoa dormindo enjoava logo).

Vamos ver os usos que as pessoas farão desses aplicativos nos próximos meses (parece que agora estamos na fase da comida, que nem aconteceu com o Twitter, o Instagram…).

Sobre o uso de celular em sala de aula

O professor de história da Unicamp Leandro Karnal, 51, resolveu fazer o que chamou de “atividade educativa” na pós-graduação.

“Pela primeira vez na vida, deixei o celular ligado em sala. Didaticamente e teatralmente, passei a aula checando o aparelho e fingia interromper frases para atender ligações. Ao final, sorridente e prestes a dar uma lição, perguntei se haviam notado. Ninguém percebeu.”

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É incrível o impacto dos smartphones na rotina dos restaurantes

Esperando tempo demais em um restaurante? A culpa pode ser sua!

Vale a pena ver a comparação da ida a um restaurante em Nova Iorque em 2004 e 2014.

Ao ler este tipo de texto sempre me lembro de como era usar a Internet discada apenas em casa, no final de semana. Com a popularização da Internet móvel, parece um passado tão distante… A gente até percebe, mas não para muito para pensar no quanto os smartphones estão mudando as nossas vidas.

(Mas os meus hábitos à mesa ainda estão mais para 2004 do que para 2014. Sou muito old-school para usar o celular quando estou almoçando com outras pessoas 😉 )

É urgente recuperar o sentido de urgência

urgente

Estamos vivendo como se tudo fosse urgente. Urgente o suficiente para acessar alguém. E para exigir desse alguém uma resposta imediata. Como se o tempo do “outro” fosse, por direito, também o “meu” tempo. E até como se o corpo do outro fosse o meu corpo, já que posso invadi-lo, simbolicamente, a qualquer momento. Como se os limites entre os corpos tivessem ficado tão fluidos e indefinidos quanto a comunicação ampliada e potencializada pela tecnologia.

A coluna da Eliane Brum desta semana fala tantas verdades e é tão, mas tão boa, que o texto inteiro merecia ser citado.

(via @bhayashi)